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sábado, 27 de abril de 2013

Orientação para a estrada adiante.


Ocupe-se com a natureza de Deus,não com o tamanho dos seus próprios bíceps...A pergunta fundamental na sua vida não é:"Quanto eu sou forte?", mas Quão forte Deus é?".


Foi o que Deus ordenou a Moisés. Lembra-se da conversa diante da sarça ardente? O tom foi determinado na primeira sentença. "[...] Tire as sandálias dos pés, pois o lugar em que você está é terra santa" (Êx 3:5). Com essas 15 palavras Moisés foi matriculado num curso sobre Deus. Imediatamente os papeis são definidos. Deus é santo. Se aproximar dEle por menor que seja a distância é ser pretensioso demais...Não devemos gastar tempo convencendo Moisés do que ele é capaz de fazer, mas gastar tempo explicando a Moisés o que Deus é capaz de fazer. Nós tendemos ao oposto. Explicaríamos a Moisés que ele é o cara ideal para retornar ao Egito... Lembraríamos que ele é a pessoa mais indicada para viajar pelo deserto... Empreenderíamos nosso tempo em revisar o currículo de Moisés e lhe mostrar a sua força.


Deus, entretanto, não age assim. Ele não leva em conta a força de Moisés. Não o estimula nem da tapinhas nas costas, nem o recruta com palavras, elas são usadas para revelar a Moisés o seu Poder. Não devemos focar a força de Moisés nem a nossa, devemos focar a força de Deus. Ele pode tudo, Creia!

Max Lucado

domingo, 21 de abril de 2013

Um Manto de Amor

Max Lucado

Em meu primeiro ano na universidade, estava fascinado por um movimento de cristãos a milhares de quilômetros de distância do meu campus. Alguns de meus amigos decidiram passar o verão na maior igreja deste movimento, e ser discípulos. Quando tentei fazer o mesmo, todas as portas se fecharam. Um problema após o outro com as finanças, a logística e a viagem.

Surgiu uma segunda oportunidade: passar um verão no Brasil. Nesse caso, todas as portas em que bati se abriram. Duas décadas e meia depois vejo como Deus me protegeu. Aquele movimento se transformou em uma seita perigosa e opressora. O período no Brasil introduziu-me à graça libertadora e alegre. Deus não me protegeu? Deus não nos protege?


Ele não faz por nós o mesmo que fez pela mulher acusada de adultério? Ele a protegeu das pedras atiradas contra ela. E os seus discípulos? Ele os protegeu da tempestade. E aquele que estava endemoninhado? Ele o protegeu do próprio inferno. Ora, Jesus até mesmo protegeu Pedro dos cobradores de impostos, providenciando o pagamento.

E você? Ele já o protegeu de um mau relacionamento? Já o protegeu de um emprego inadequado? Já o livrou ou guardou de _______________ ? (complete a frase com sua própria experiência). "Como as aves voam, assim [o Senhor dos Exércitos] amparará a Jerusalém" (Is 31.5). "Fiel é o Senhor, que vos confortará e guardará do maligno" (2 Ts 3.3). "Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos" (SI 91.11). Deus o protege com um manto de amor.

Você não adoraria fazer o mesmo por Ele? E, se lhe fosse dado o privilégio de Maria? E, se o próprio Deus fosse colocado como um bebê em seus braços? Você não faria o que ela fez? Ela "envolveu-o em panos" (Lc 2.7).

O menino Jesus, ainda úmido, recém-saído do ventre de Maria, certamente sentia frio. Então sua mãe fez o que qualquer mãe faria. Fez o que o amor faz. Ela o cobriu.

Três décadas depois outra pessoa que amava a Cristo fez o mesmo. Nessa ocasião o corpo de Jesus não estava frio devido ao clima ou à temperatura daquele dia; tratava-se do frio da morte. José de Arimatéia tinha descido o corpo da cruz. Da mesma maneira que Maria limpou a criança ao sair de seu ventre, José também preparou o Salvador para o túmulo. Ele lavou o cuspe de sua face e limpou o sangue de sua barba. "E José, tomando o corpo, envolveu-o num fino e limpo lençol" (Mt 27.59).


Maria vestiu o bebê. José limpou o corpo.

Você não apreciaria uma oportunidade de fazer o mesmo? Você tem uma oportunidade. Essas oportunidades aparecem em seu caminho todos os dias. Jesus disse:

Estava nu, e vestistes-me... E, [as pessoas perguntaram] quando te vimos estrangeiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos?... E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes" (Mt 25.36,38,40).

Você conhece alguém que está ferida e amedrontada? Você conhece alguém, como Adão e Eva, que está cheio de culpa e embaraço? Você conhece alguém que precisa de um manto de amor? Você conhece alguém que precisa de um pouco de proteção? Claro que sim. Então dê essa proteção.

Pague a conta do gás para um casal idoso em dificuldades.

Prometa a seus filhos que, com Deus ao seu lado, eles nunca conhecerão um dia sem comida ou uma noite sem lar.

Diga ao seu marido que você faria tudo novamente e convide-o para outra lua de mel.

Certifique-se de convidar seus amigos divorciados para as suas festas.

E se encontrar uma alma ferida, trêmula e abalada em uma maca da vida, ofereça um avental e deixe uma rosa.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

A Sede Satisfeita

"MAMÃE, ESTOU COM MUITA SEDE. QUERO ÁGUA!"

Susanna Petroysan ouviu o pedido de sua filha, mas não podia fazer nada. Ela e sua filha de quatro anos, Gayaney, estavam debaixo de toneladas de aço e concreto. Ao seu lado, no escuro, estava o corpo da nora de Susanna, Karine, uma das 55 mil vítimas do pior terremoto na história da Armênia.

A calamidade nunca bate antes de entrar e, dessa vez, ela derrubou a porta.

Susanna tinha ido à casa de Karine provar um vestido. Era 7 de dezembro de 1988, 11h30 da manhã. O tremor de terra ocorreu às 11h41. Ela havia tirado o vestido e estava apenas de meias e anágua quando o quinto andar do edifício começou a tremer. Susanna agarrou sua filha e deu apenas alguns passos quando o piso se abriu e elas caíram. Susanna, Gayaney e Karine caíram no subsolo do prédio de nove andares, cercadas de escombros.

"Mamãe, eu estou com muita sede. Por favor, me dê alguma coisa para beber!"

Não havia nada que Susanna pudesse fazer.

Ela estava deitada debaixo dos escombros. Uma viga de concreto sobre sua cabeça e um cano d'água sobre os ombros a impediam de se levantar. Tateando no escuro, ela encontrou um pote de geléia que havia caído no porão. Ela deu toda a geléia para sua filha comer. Já havia passado o segundo dia.

"Mamãe estou com muita sede!"

Susanna sabia que ia morrer, mas queria pelo menos poder salvar sua filha. Encontrou um vestido, talvez fosse aquele que viera provar, e improvisou uma cama para Gayaney. Apesar de estar fazendo muito frio, ela tirou suas meias e as colocou sobre sua filha para aquecê-la.

As duas ficaram ali durante oito dias.

Por causa da escuridão Susanna perdeu a noção do tempo. Por causa do frio, perdeu a sensibilidade dos dedos das mãos e dos pés. Por causa dessa impossibilidade de se mover perdeu a esperança. "Eu estava apenas esperando a morte chegar!"

Ela começou a ter alucinações. Seus pensamentos vagueavam. De vez em quando um sono providencial a livrava dos horrores do sepultamento: o frio, a fome, ou, mais freqüentemente, a voz de sua filha.

"Mamãe, estou com sede."

Em algum ponto daquela noite eterna Susanna teve uma idéia. Ela se lembrou de um programa de televisão em que um explorador do Ártico estava morrendo de sede. Seu companheiro deu um corte profundo na mão e deu seu próprio sangue para ele beber.

"Eu não tinha água, nenhum suco de fruta, nenhum líquido. Foi aí que me lembrei que tinha meu próprio sangue!"

Tateando com os dedos dormentes de frio, encontrou um pedaço de vidro quebrado. Abriu com ele o dedo polegar da mão esquerda e o deu para sua filha chupar.

As gotas de sangue não eram suficientes, "Por favor, mamãe, um pouco mais. Corte outro dedo." Susanna não se lembra de quantas vezes teve que se cortar. Ela sabe apenas que, se não houvesse feito isto antes, Gayaney teria morrido. Seu sangue era a única esperança de sua filha.

"Este cálice é o novo pacto em meu sangue", explicou Jesus, apontando para o vinho.[1]

Esta afirmação deve ter causado admiração aos apóstolos. Eles haviam aprendido a história do vinho da Páscoa. Ele simbolizava o sangue do cordeiro com que os israelitas, escravos do Egito no passado, haviam pintado os umbrais das portas de suas casas. Aquele sangue guardou seus lares da morte e salvou seus primogênitos. Ele os ajudou a se livrar do cativeiro egípcio.

Por muitas gerações, os judeus observaram a Páscoa, sacrificando um cordeiro. Todo ano o sangue era derramado, e todo ano o livramento era celebrado.

A lei exigia o sangue de um cordeiro. Isto era suficiente.

Era suficiente para cumprir as exigências da lei. Era bastante para atender ao mandamento. Era suficiente para atender à exigência da justiça de Deus.

Mas não era suficiente para retirar o pecado.

"... porque é impossível que o sangue de touros e de bodes tire pecados."'[2]

Os sacrifícios podiam oferecer soluções temporárias, mas somente Deus pode oferecer solução eterna.

Assim Ele o fez.

Debaixo dos escombros de um mundo decaído, Ele feriu suas mãos. Nos destroços de uma humanidade Ele feriu o seu lado. Seus filhos estavam soterrados, então ele lhes deu seu próprio sangue.

Era tudo o que ele tinha. Seus amigos tinham desaparecido. Suas forças estavam diminuindo. Seus bens haviam sido roubados. O próprio Pai lhe havia escondido o rosto. Seu sangue era tudo o que tinha. Mas seu sangue foi suficiente.

‘Se alguém tem sede, venha a mim e beba’[3]

Não é fácil admitir que temos sede. Fontes falsas aclamam nossa sede com goles açucarados de prazer. Mas chega o momento em que o prazer não satisfaz. Vem a hora tenebrosa da vida em que o mundo cai e somos soterrados nos escombros da realidade, chamuscados e moribundos.

Alguns preferem morrer a admitir que têm sede. Outros admitem e escapam da morte.

"Senhor, eu preciso de ajuda!"

Por isso os sedentos vêm. Somos um grupo de esfarrapados, unidos por sonhos irrealizados e promessas fracassadas. Riquezas que nunca acumulamos. Famílias que nunca construímos. Promessas que nunca cumprimos. Crianças de olhos arregalados soterradas no subsolo de nossos próprios fracassos.

Estamos com muita sede.

Não é sede de fama, riqueza, paixão ou romance. Já bebemos de tudo isto. São águas amargas no deserto. Elas não matam a sede - elas matam a nós.

"Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça..."

Justiça. Isto mesmo. É disto que temos sede. Temos sede de uma consciência tranqüila. Desejamos uma vida limpa. Queremos um novo começo. Pedimos que uma mão entre na escura caverna de nosso mundo e faça por nós uma coisa que não podemos fazer — tornar-nos retos novamente.[4]

"Mamãe, estou com sede", rogava Gayaney.

"Foi aí que me lembrei que tinha meu próprio sangue", explicou Susanna.

E, então, o dedo foi cortado, o sangue foi derramado e a criança foi salva.

"Deus, estou com sede", oramos.

"Isto é o meu sangue, o sangue do pacto, o qual é derramado por muitos para remissão dos pecados",[5] declara Jesus.

E sua mão foi ferida,
o sangue derramado,
e os filhos foram salvos.

1. Lucas 22.20
2. Hebreus 10.4
3. João 7.37
4. "Não é suficiente meramente desjar a justiça, a não ser que tenhamos por ela uma fome irresistível..." (Jerônimo, citado em: Bruner, The Christbook, p. 142.)
5. Mateus 26:28

O menino que queria o cachorro manco

Um garoto entrou numa loja de animais de estimação, procurando por um filhote de cachorro. O dono da loja lhe mostrou uma cria dentro de uma caixa. O garoto olhou os filhotes, pegou um por um, examinou e colocou de novo na caixa.

Depois de algum tempo, foi até o dono novamente e disse:

— Já escolhi um, quanto vai custar?

O dono lhe disse o preço e o garoto prometeu voltar logo com o dinheiro:

— Não demore muito, – avisou o dono – filhotes como esses são vendidos rapidamente.

O garoto se virou e deu um sorriso confiante:

— Não estou preocupado, — disse ele — o meu ainda vai estar lá. – E foi atrás de algum trabalho: soldar, lavar janelas, limpar jardins. Ele trabalhou duro e economizou dinheiro, e assim que conseguiu o bastante para comprar o cachorro, retornou à loja.

Foi até o balcão e ali colocou um pacote com um maço de notas. O dono da loja as separou e começou a contar o dinheiro. Depois de verificar o valor, sorriu para o garoto e disse:


— Tudo bem, filho, pode ir pegar seu cachorrinho.

O garoto foi até o fundo da caixa, pegou um cachorro magricelo, com uma perna manca e começou a deixar a loja. O dono então o interrompeu:

— Não leve esse filhote. advertiu Ele é aleijado, não pode brincar. Não vai correr com você, nem buscar o osso que atirar. É melhor escolher um que esteja em bom estado.

— Não senhor, obrigado, o menino respondeu este é exata-mente o tipo de cachorro que estou procurando.

Quando o garoto se virou para sair, o dono da loja ia começar a falar, mas ficou em silêncio. De repente, quando caiu em si, viu que na barra da calça do menino tinha um suporte, um suporte para sua perna aleijada.

Por que o menino quis aquele cachorro? Porque ele sabia como o animal se sentia e sabia que ele era especial.

O que Jesus sabe que o capacitou fazer o que fez? Ele sabia como as pessoas se sentiam e sabia que elas eram especiais.

Espero que nunca se esqueça disso.

Jesus sabe como você se sente...

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Atitudes diárias de bondade


“Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus”. Mateus 5:16
Nos últimos dias da vida de Jesus, ele compartilhou uma refeição com os seus amigos Lázaro, Marta e Maria. Em uma semana ele sentiria a dor do chicote romano, a picada da coroa de espinhos e o ferro do prego do carrasco. Mas nesta noite, ele sentiu o amor de três amigos.
Para Maria, entretanto, oferecer o jantar não era suficiente. “Então Maria pegou um frasco de nardo puro, que era um perfume caro, derramou-o sobre os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos. E a casa encheu-se com a fragrância do perfume” (João 12:3)…
Judas criticou a atitude como um desperdício. Jesus não. Ele recebeu o gesto como uma demonstração extravagante de amor, uma amiga entregando o seu presente mais precioso. Enquanto Jesus estava pendurado na cruz, nós nos perguntamos, ele sentiu a fragrância na sua pele?
Siga o exemplo de Maria.
Há um idoso na sua comunidade que acabou de perder a esposa. Uma hora do seu tempo significaria o mundo para ele.
Algumas crianças da sua cidade não têm pai. Nenhum pai as leva para o cinema ou para os jogos de basebol. Talvez você possa. Elas não podem retribuir. Elas nem mesmo podem pagar a pipoca ou o refrigerante. Mas elas sorrirão como uma fatia de melão por causa da sua bondade.
Ou quanto a esta? No final do corredor do seu quarto há uma pessoa que tem o mesmo sobrenome que o seu. Surpreenda essa pessoa com bondade. Algo estranho. A sua lição de casa feita sem reclamações. O café servido antes que ele acorde. Uma carta de amor escrita para ela sem um motivo especial. Alabastro derramado, simplesmente porque sim.
Diariamente tome uma atitude pela qual você não possa ser recompensado.
Precioso Salvador, todos os dias nós passamos por pessoas que precisam de uma demonstração do seu amor. Que nós procuremos maneiras de mostrar gestos extravagantes de um amor gracioso e atos estranhos de bondade. Faça de nós pessoas que estabelecem como meta tomar atitudes diárias pelas quais não possamos ser recompensados. Incendeie os nossos corações pelas pessoas que não o conhecem. Consuma-nos com compaixão pelos desesperados e oprimidos. Permita que nós derramemos as nossas vidas em amor… simplesmente porque sim, amém.
Agora que vocês purificaram a sua vida pela obediência à verdade, visando ao amor fraternal e sincero, amem sinceramente uns aos outros e de todo o coração. 1 Pedro 1:22
Autor: Max Lucado

Amor perfeito


A boca seca. As palmas úmidas. O pulso acelerado! Os olhos correndo por cima dos seus ombros. O coração na sua garganta. Você conhece a sensação… você conhece o momento. Você sabe exatamente como é isso. Os policiais têm orado mais do que mil pregadores!
Orações levantadas tornam-se pensamentos do que passou. O que eu fiz? Quão rápido eu estava indo? Então, o policial está em pé na sua porta. Ninguém gosta da ideia de julgamento.
1 João 4:17 diz, “O perfeito amor expulsa o medo”. Você nunca precisa ter medo do julgamento de Deus. Nem hoje. Nem no Dia do Juízo. Com o perfeito conhecimento do passado e a perfeita visão do futuro, ele o ama perfeitamente apesar de ambos.
Jesus está falando em seu favor. “Esse é meu amigo,” ele diz. E quando ele o faz, a porta do céu abre.
Confie no amor de Deus. Seu perfeito amor. Ele pode lidar com o seu medo de julgamento. E dirigir mais devagar pode lidar com o seu medo de policiais!
Autor: Max Lucado