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terça-feira, 23 de abril de 2013

Sob o comando de Deus


Texto chave: Isaias 43:13 
Introdução
Quando passamos por algum momento de provação, devemos exercitar nossa fé, crendo que Deus está no controle de todas as coisas, limitando as ações de Satanás e dos demônios, controlando a milícia celestial, encarregando os seus anjos de trazer resposta às nossas orações.


Estar no controle é:
Ter o poder de interferir no processo em qualquer momento; dirigir; governar; mandar; elevar-se; dominar.

I. Nos momentos de provações, devemos lembrar-nos de que:
1.1 — Deus mantém o controle sobre Satanás e os demônios
Observemos a história do patriarca Já (Jó 1.22). O Senhor deu testemunho acerca da fidelidade dele. Em Já 1.12, Deus mostra que está no controle da situação e limita as ações de Satanás.
1.2 — Deus mantém o controle sobre os Seus anjos
Em 1 Crônicas 21.7-15, observamos como Deus se indignou porque Davi enumerou o povo de Israel, e vemos como Ele enviou um anjo que matou de uma só vez 70 mil pessoas. Depois o Senhor mandou o anjo parar.
1.3 — Deus está no controle do universo
Os planetas continuam em plena harmonia, girando no espaço sideral, porque Deus está no controle do universo. O Senhor fez a terra e nela criou o homem, e a todos os Seus exércitos deu a Sua ordem (Is 45.12).
1.4 — Deus está no comando da história
Nós escrevemos a nossa história, mas Deus está no controle de tudo isso. Ele também controla a história da Sua Igreja. Em Atos 1.8, o Senhor prometeu revestir os Seus discípulos de poder. Ele estava no controle quando enviou o Seu Filho ao mundo (Gl 4.4).
1.5 — Deus controla a nossa vida
Deus estava no controle de nossa vida mesmo antes de nascermos (Sl139.16). Antes do nosso nascimento, Deus estava escrevendo em Seu livro a nossa vitória. Ele controla até os pequenos aspectos de nossa vida (Mt 10.30).

II. Se Deus está no comando de tudo, devemos:
2.1 — Confiar que Ele sara as nossas feridas
O Senhor nos despedaça e nos sara (Os 6.1). Ele permite a luta, a adversidade, e o mal que tem atribulado a nossa vida, porém tem o poder de mudar o rumo de nosso caminho, sarar as nossas feridas, transformar o nosso ser, mudar toda a nossa rotina.
2.2 — Confiar nas palavras de Jesus
Devemos agir como o centurião de Cafarnaum (Mt 8.5-10), que respondeu: dize somente uma palavra, e o meu criado sarará (Mt 8.8). Basta apenas uma palavra de Jesus para que a sua vida seja abençoada.
2.3 — Estar tranqüilos
Lance sobre o Senhor toda a sua ansiedade (1 Pe 5.7). Deposite o seu problema nas mãos dele e deixe que Ele peleje por você. O Deus ao qual você serve está no controle de todas as coisas.
2.4 — Esperar em Deus
Mesmo que você esteja atravessando situações difíceis, se não tiver encontrado nenhuma saída para os problemas que o afligem, se a resposta às suas orações tem demorado, não desista de esperar no Senhor (Si 27.14).
2.5 — Exercitar a nossa fé
Abraão foi justificado pela fé porque continuou esperando no cumprimento da promessa que Deus lhe fizera: de que a sua descendência seria uma grande nação. Ele não duvidou da promessa de Deus por incredulidade (Rm 4.20). Tenhamos a mesma fé que teve esse patriarca.
2.6 — Adorar a Deus
Faça como Davi, que, depois que a criança, fruto do pecado de adultério, morreu, levantou-se da terra, lavou-se, ungiu-se, mudou as suas vestes e entrou no templo de Deus para adorá-lo (2 Sm 12.20).

Conclusão
Se você tem sido vitorioso e atravessa o melhor momento de sua vida, saiba que isso se deve ao fato de Deus estar no controle de todas as coisas. Se, por outro lado, você está atravessando momentos de tribulação, procure entender que Deus também está no controle das situações difíceis.


Guerra Espiritual


INTRODUÇÃO

O diabo não vem senão para matar, roubar e destruir. Ele odeia o homem porque este foi criado à imagem e semelhança de Deus. O Diabo não escolhe idade nem respeita ninguém. Portanto, o crente deve estar preparado para lutar contra os principados, o príncipe das trevas deste século e as hostes espirituais da maldade.

GUERRA  É:
Luta armada entre nações ou partidos. Conflito, combate, peleja, oposição, hostilidade.


I. NA BATALHA ESPIRITUAL TEMOS DE CONHECER O INIMIGO

Na Bíblia, ele é mencionado como:
1.1 — Pai da mentira
Esta paternidade é única. Somente ele recebe (João 8.44).
1.2 - Diabo
É aquele que divide, calunia, separa. É o espírito supremo do mal. Homicida (João 8.44).
1.3 — Belial
Aquele que é indigno. Perverso (2 Coríntios 6.15).
1.4 — Dragão
Tem asas de águia, patas de leão e cauda de serpente (Apocalipse 12.9). Satanás tem agilidade, força e sagacidade.
1.5 — Satanás
Quer dizer adversário. Ele é o inimigo do homem e de Deus (1 Pedro 5.8; Apocalipse 20.2).
1.6 — Maligno
Aquele cuja essência do seu caráter é má (1 João 5.18,19).
1.7— Príncipe das potestades do ar
‘Segundo o qual em outro tempo andastes” (Efésios 2.2).
1.8 — deus deste século
Ele cegou o entendimento dos incrédulos (2 Coríntios 4.4).

II. ALGUMAS ARMAS UTILIZADAS POR SATANÁS:

2.1 —A astúcia (2 Coríntios 11.3);
2.2 —A vontade da carne (Efésios 2.3);
2.3 –A fúria (Mateus 8.28);
2.4 — O suicídio (Marcos 9.21,22);
2.5 — O engano (Apocalipse 12.9);
2.6 — A língua (Tiago 3.8-11).

III. OS NÍVEIS DE BATALHA ESPIRITUAL:

3. 1 — Nível individual
Quando Judas traiu Jesus, Satanás estava presente e conhecia o seu coração (Lucas 22.3).
3.2 — Nível coletivo
O diabo procura atingir a igreja e a família (Atos 5.1-11).
3.3 — Nível local
O Diabo sabe o nome da rua e o bairro onde o crente mora. Ele também atua nessas regiões (1 Pedro 5.8).
3.4 — Nível nacional
É desejo de Satanás que o povo permaneça na miséria, e o país entre em colapso político, econômico, moral e espiritual (Apocalipse 20.2,3).
3.5 — Nível espiritual
O anjo trouxe a resposta a Daniel no 21° dia dc jejum deste profeta, porque foi travada uma batalha espiritual entre Miguel e Satanás, que impedia que a resposta à oração de Daniel chegasse a ele (Daniel 10.12,13). Essa batalha aconteceu no mundo cósmico.

IV. ORDEM HIERÁRQUICA DO REINO DAS TREVAS

Os demônios estão organizados em:
4.1 — Principados e potestades
Demônios que comandam milhares de outros demônios (Efésios 6.12).
4.2 — Príncipe das trevas
Este trabalha diretamente contra o Reino de Deus e a Igreja (Daniel 10.13; João 16.11).
4.3 — Hostes espirituais  da maldade
Estão preparados para atacar a qualquer hora e em qualquer
lugar onde a batalha for mais renhida.
4.4 — Entidades malignas
Eles provocam as guerras entre as nações (Lucas 21.10). Atacam pessoas, famílias, cidades e países.
4.5 — Reino das trevas
É uma organização de demônios que trabalha unida (Mateus 12.25,26).

V. SEIS VERDADES SOBRE A BATALHA ESPIRITUAL:

5.1 — Satanás já foi derrotado por Jesus
Maior é o que está em nós (1 João 4.4).
5.2 — O crente está debaixo do senhorio de Deus
A Bíblia usa termos figurados para falar sobre a proteção de Deus à Sua Igreja (Salmo 9 1.4-10).
5.3 — Nada pode derrotar o crente
Se Deus é por nós, quem será contra nós? (Romanos 8.31-39).

EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL

Uma das experiências mais fortes que tive foi quando lutei das 13 horas às 18h30 para expulsar uma casta de demônios do corpo de um rapaz. Chegou um momento em que percebi que eu não tinha mais força e sentei-me, fragilizado. Quando os demônios perceberam a minha fragilidade, sentiram-se numa posição superior à minha. Deram um salto e falaram: Você não pode conosco. Vamos matá-lo’
Mas o Espírito Santo falou ao meu coração: “Diga para o diabo que, se ele passar por cima de quem está com você, ele lhe tocará’: Quando eu falei isso, o endemoninhado foi abaixando as mãos e arriando o corpo, e disse: “Eu não posso’ E o rapaz ficou liberto.
O Diabo não pode nos tocar porque temos a marca do sangue de Cristo.
5.4 —A Igreja é um. testemunho vivo
O diabo conhece o poderio e a soberania da Igreja de Cristo
(Efésios 3.10,11).
5.5 — O diabo será derrubado definitivamente
Ele nunca mais poderá nos atacar (Apocalipse 12.10).
5.6—A nossa luta contra o inundo espiritual não é contra a carne
e o sangue (Efésios 6.12).

VI. LINHAS DA BATALHA ESPIRITUAL

Há três fatores vitais em uma guerra espiritual: a linha de frente, a retaguarda e a linha de suprimento. Não podemos pelejar contra o Diabo na linha de frente, se a nossa retaguarda estiver desprotegida.

NOTA CULTURAL
Em 1973, as nações árabes resolveram fazer um ataque de surpresa contra os judeus no dia em que estes festejavam o Yom Kippur o dia mais solene do culto festivo anual de Israel, que é dedicado à limpeza e à recuperação da pureza espiritual com a prática do jejum e da oração.
Conta à história que foi exatamente neste dia, quando os judeus estavam, desprevenidos, que o Egito montou uma estratégia de guerra. Atravessou o canal de Suez e pressionou os israelitas pela linha de frente para retomar a península do Sinai que ele havia perdido na guerra de 1967.
Porém, o exército egípcio acabou cercado pelos israelitas, que deram a volta pelo Kairo e o atacaram por trás não lhe dando nenhuma chance de defesa. Tudo isto porque os egípcios atuaram muito bem na linha de frente, mas deixaram a retaguarda sem proteção.

VII. CINCO ARMAS PESSOAIS QUE DEVEM SER USADAS NA GUERRA ESPIRITUAL, E QUE NOS AJUDAM NA LINHA DE FRENTE, NA RETAGUARDA, E NA LINHA DE SUPRIMENTO:

7.1 — O nome de Jesus Cristo (Marcos 16.15)
NA LINHA DE FRENTE: o crente expulsa os demônios em nome de Jesus (Marcos 16.L7b).
NA RETAGUARDA: Os crentes “...pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera não fará dano algum...” (Marcos 16.18a).
NA LINHA DE SUPRIMENTO: Os crentes “...falarão novas línguas...” (Marcos 16.17c).
7.2 — O sangue de Jesus (Apocalipse 12.11)
NA LINHA DE FRENTE: Os crentes “...venceram pelo sangue do Cordeiro...” (Apocalipse 12.lla).
NA RETAGUARDA. Os crentes foram comprados com o precioso sangue de Jesus (1 Pedro 1.18,19), e o Diabo não os pode tocar.
NA LINHA DE SUPRIMENTO: o sangue e o corpo de Jesus são bebida e comida (João 6.53-56). O sangue é a principal via de nutrientes para as células. O sangue de Jesus Cristo também é o principal meio para que a Igreja seja fortalecida. É por isso que a Igreja tem vencido o maligno.
7.3 — O escudo da fé (Efésios 6.16)
NA LINHA DE FRENTE: a fé é a vitória que vence o mundo (1 João 5.4).
NA RETAGUARDA: a fé é o escudo que nos protege dos dardos inflamados do maligno (Efésios 6.16).
7.4 —A Palavra de Deus (Efésios 6.1 7b)
NA LINHA DE FRENTE: Jesus citou a Palavra de Deus para atacar Satanás (Mateus 4.1-10).
NA RETAGUARDA: a Palavra de Deus é uma arma de defesa. Jesus também se defendeu de Satanás (Mateus 4.1-10).
NA LINHA DE SUPRIMENTO: a Palavra de Deus é mais doce do que o mel (Salmo 119.103).
7.5 —A intercessão
Esta é uma arma fundamental que muitos crentes têm desprezado. Significa pedir, rogar, clamar por outrem. Os princípios da intercessão:
1) quando obedecemos à Palavra de Deus, a oração é respondida (Mateus 6.5,6);
2) quando intercedemos por alguém, estamos concordando com ele (Mateus 18.19);
3) quando oramos por alguém, isto tem poder (Tiago 5.16);
4) quando oramos por algum irmão, estamos demonstrando que participamos da Igreja, que é o Corpo de Cristo, e que nos preocupamos com ele (1Coríntios 12.26); 5) quando oramos, estamos cumprindo o grande mandamento da Bíblia, que é amar a Deus e ao próximo (Mateus 22.37-39).
NA LINHA DE FRENTE: quem ora está combatendo (Romanos 15.30).
NA RETAGUARDA: a igreja fazia constante oração por Pedro, que estava preso (Atos 12.5). Jesus usou a Palavra de Deus para atacar Satanás (Mateus 4.1-10).
NA LINHA DE SUPRIMENTO: a igreja orou para que a porta da Palavra se abrisse para Paulo Colossenses 4.3). Precisamos ajudar os pastores em oração, pois o Diabo quer ridicularizar a Igreja.

CONCLUSÃO

Quando Satanás passa pelo mundo e vê os prostibulos, as maldades, a pornografia, a licenciosidade etc, diz: “Isto tudo me pertence”. Porém, quando o diabo depara-se com a Igreja de Cristo, lembra-se de que tem alguém mais forte do que ele. Isto é o que quer dizer Paulo em Efésios 3.10: “...para que, agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida de todo o principado e potestade...” Existe Alguém mais poderoso que desfaz as obras do Diabo (1 João 3.8).

O cristão e a sexualidade


I
INTRODUÇÃO
O assunto sobre sexualidade envolve o que há de mais íntimo no ser humano. Porém, para uma grande maioria, a sexualidade está muito mais associada ao erro e ao pecado do que a algo bom, criado por Deus. Muitas vezes os problemas de relacionamento entre os casais em nossas igrejas ficam sem solução por falta de diálogo entre os cônjuges ou até mesmo devido à timidez e à falta de preparo por parte da liderança, que não dá a atenção que o assunto requer.


SEXUALIDADE É:
Conjunto dos fenômenos da vida sexual.

A SEXUALIDADE NO CONTEXTO BÍBLICO
Deus criou o homem e a mulher, e colocou órgãos genitais diferentes em cada um deles. Criou também os hormônios: no homem, a testosterona, e na mulher, o estrógeno.

ESTRUTURA DOS ÓRGÃOS GENITAIS
Foram criados por Deus de modo especial e com funções específicas. No homem, são o pênis, os testículos, os canais deferentes, os canais ejaculadores, o escroto, a próstata e as glândulas bulbouretrais. Na mulher, são os ovários, as trompas, o útero e a vulva.

OS DESEJOS ÍNTIMOS SÃO ALGO MUITO BOM CRIADOS POR DEUS
Deus criou a sexualidade no homem e na mulher para despertar neles a vontade de unir os seus corpos e satisfazer os seus desejos mais íntimos (1 Coríntios 7.32-34). Quando Deus estava criando todas as coisas, em Gênesis 1.10,12,18,21,24, verificamos esta declaração: “E viu Deus que era bom”. Porém, ao criar o homem à sua imagem e semelhança, Ele viu que era muito bom. Isto significa que tudo quanto Deus fez no homem é muito bom. Concluímos, então, que o sexo e a intimidade dentro dos princípios sagrados são muito bons, porque foram instituídos por Deus.
NOTA BIOLÓGICA
Deus criou no pênis e 110 clitóris milhares de vasos sanguíneos, onde o sangue é injetado em quantidade maior para aumentar a sensibilidade. Deus criou a libido, o desejo sexual e milhares de terminações nervosas capazes de suscitarem a sexualidade quando um casal se acaricia. Deus não fez isto tudo para brincar com as nossas emoções, mas para despertar no homem o desejo de união.

I. O PADRÃO DE DEUS PARA UMA SEXUALIDADE CRISTÃ SAUDÁVEL
O padrão de Deus para uma sexualidade saudável está registrado em Gênesis 2.24. Tem como base a união de um homem e uma mulher. O padrão de Deus para uma sexualidade estável foi ratificado tanto por Jesus, em Marcos 10.7,8, como por Adão, em Gênesis 2.24.

II. A DIFERENÇA DA RELAÇÃO SEXUAL NO CASAMENTO E FORA DELE.
No sexo dentro do casamento:
O caráter de Deus é manifestado na carne. No casamento há uma unicidade na relação sexual (Gênesis 2.23,24). É o que podemos chamar de inocência erótica.
No sexo fora do casamento:
Não é celebrada a intimidade profunda. Na relação extraconjugal, o homem e a mulher se juntam, porém eles nunca poderão tornar-se um só corpo como no casamento, e pecarão contra o seu próprio corpo (1 Coríntios 6.18). A relação extraconjugal é permeada de medo, culpa, raiva, e o resultado é sempre a violência e a troca de parceiro, porque nenhum dos dois podem satisfazer-se.

III. RELACIONAMENTOS QUE FEREM O PRINCÍPIO DA SEXUALIDADE CRISTÃ:
3.1 —Adultério
É o sexo extraconjugal entre pessoas casadas ou entre casado e solteiro. O sétimo mandamento bíblico condena o adultério (Êxodo 20.14). O adúltero é condenado à morte (Levítico 20.10 e Deuteronômio 22.22).
3.2 — Prostituição
É o sexo entre solteiros, e solteiro e casado. Quem se prostitui peca contra o seu próprio corpo (1 Coríntios 6.18). A prostituição é uma das obras da carne (Gálatas 5.19).
3.3 — homossexualismo
Esta prática sexual entre pessoas do mesmo sexo também é condenada pela Bíblia (Levítico 18.22; Romanos 1.27; 1Coríntios 6.9,10).
3.4 — Fornicação
A Bíblia condena esta prática, que é o sexo preconjugal ou extraconjugal. Uma pessoa na igreja de Corinto praticava este pecado (1 Coríntios 5.1).
3.5 - Bestialidade
Ato detestável e repulsivo a Deus. Pela lei, o homem ou a mulher que mantivesse relação sexual com animais era punido de morte (Êxodo 22.19).

IV. ALGUMAS ATITUDES QUE ABALAM A SEXUALIDADE CRISTÃ:
4.1 —Agressão verbal
As palavras, quando faladas precipitadamente, podem arruinar um relacionamento conjugal (Provérbios 15.1).
4.2 —Agressão física
Quando a discussão chega a este nível, o casal perde o equilíbrio emocional e o respeito mútuo (Efésios 4.26).
4.3 — Falta de interesse
É preciso que os cônjuges aproveitem os momentos juntos para compartilharem a sua alegria (Provérbios 15.13).
4.4 — Descuido com a aparência
A esposa precisa cuidar de seu corpo para agradar o seu esposo, pois o valor da mulher virtuosa muito excede o de rubi
(Provérbios 3 1.10).
4.5 - Falta de dialogo
Os cônjuges devem conversar, falar o que sentem, evitando, assim, que os problemas se agravem (Hebreus 12.15).
4.6 — Mentira
É importante vencer o espírito da mentira, usando a Palavra de Deus (Mateus 5.37).

V. ALGUNS PRINCÍPIOS DA SEXUALIDADE CRISTÃ APROVADA POR DEUS:
5.1 — Benevolência
O marido deve satisfazer sexualmente a mulher, e a mulher satisfazer sexualmente o marido. A mulher não é objeto de satisfação sexual do homem, como também o homem não o é da mulher. Tem de haver satisfação mútua. O marido deve pagar à mulher a devida benevolência, e a mulher ao marido (1 Coríntios 7.3). Os ingredientes indispensáveis para a benevolência são: diálogo, honestidade, compreensão e carinho.
5.2 — Submissão
Paulo escreveu em 1 Coríntios 7.4 que nenhum dos cônjuges tem poder sobre o seu próprio corpo. Deus colocou limites para frear a brutalidade do homem. Se não fosse isso, o homem trataria a mulher de maneira violenta como sua propriedade. Quem tem a primazia na intimidade é a mulher, e não o homem.
5.3 — Concordância
Paulo disse: “Não vos defraudeis um ao outro senão por consentimento mútuo, por algum tempo, para vos aplicardes à oração” (1 Coríntios 7.5). A prática sexual é ativa e deve ser feita no tempo e na medida certa. O sexo é o termômetro do relacionamento conjugal.

NOTA CULTURAL
A Organização Mundial de Saúde (OMS) coloca a sexualidade como um dos índices que medem o nível de qualidade de vida de uma pessoa. Sexualidade ativa anda de mãos dadas com casamento sadio. Nenhum dos cônjuges pode apregoar um jejum sem o consentimento mútuo e, se o fizer, deve ser por pouco tempo. A atividade sexual não é mercadoria de troca, portanto não pode ser usada como chantagem emocional. Biblicamente falando, a relação sexual no matrimônio é uma relação ativa, é uma relação mútua.

SUBSÍDIO DOUTRINÁRIO
O casamento é o símbolo do relacionamento entre Cristo e a Igreja, pois, assim como o marido e a mulher unem-se em um só corpo (Gênesis 2.24), a Igreja também está unida a Cristo (Efésios 5.31,32).

VI. ALGUNS PROBLEMAS RELACIONADOS À ÁREA SEXUAL:
6.1 — Ejaculação precoce
É o termo usado para a situação em que o homem chega à ejaculação antes de desejar fazê-lo. Isso traz ansiedade e insegurança e o faz fugir da relação, temendo não conseguir satisfazer à mulher. Às vezes, é preciso um tratamento psicológica e antes de tudo, calma. Isto pode acontecer com qualquer homem.
6.2 — Impotência sexual
Muitas vezes é causada pelo esgotamento físico e mental ou depressão. Recomenda-se o tratamento com algum profissional especializado. A situação de apreensão vivida pelo homem devido a algum fracasso pode levá-lo a perder a capacidade de manter a ereção.

NOTA CULTURAL
A impotência pode aparecer no homem com idade entre 30 e 50 anos e, em muitos casos, tem fundo psicológico e estão ligada ao estresse e à depressão. Também os distúrbios físicos costumam ser a causa da impotência. Entre eles estão a hipertensão, o diabetes (40 a 60%), o colesterol alto ou o desequilíbrio na produção do hormônio masculino testosterona. Tudo isto tem tratamento. Os problemas psicológicos como inibição, vergonha, abstenção, insegurança, incapacidade pessoal, culpa, raiva, hostilidade e medo da intimidade, estão definitivamente associados à impotência em mais de 65% dos homens.

6.3 — Impotência psicogenética
Ë a idéia errônea de achar que o sexo é pecado como muitas vezes é ensinado na infância.

VII.  ALGUMAS INTERPRETAÇÕES BIBUCAS SOBRE A SEXUALIDADE
SUBSIDIO TEOLÓGICO
Hermenêutica é a ciência da interpretação bíblica Exegese é a ciência da Interpretação do texto Existe um principio na hermenêutica, entre tantos outros, que a Bíblia por si só se aplica. Não se pode quebrar esse principio.
7.1 - Exegese errada
Um exemplo é o texto de Hebreus 13.4. Para muitos líderes, a expressão leito sem mácula’, neste versículo, refere-se à ausência de mancha causada pela emissão do sêmen do homem.
7.2- Exegese correta
A expressão leito sem mácula’ de Hebreus 13.4 refere-se ao leito isento da infidelidade, em um sentido figurativo. Neste mesmo versículo de Hebreus, a frase “Venerado seja entre todos os matrimônios” quer dizer “admirado e respeitado sejam o casamento e o leito em que há fidelidade entre os cônjuges”.
7.3 — Exegese errada
Romanos 1.26 também é outro versículo interpretado equivocadamente. Para muitos crentes, a relação sexual somente poderá ser consumada se houver penetração vaginal. Este texto tem sido milito deturpado e transformado em heresia para se adaptar a interesses próprios e combater a intimidade do casal.
7.4 — Exegese correta
A própria Bíblia explica, no versículo seguinte, o que é o “uso natural’. e não tem nada a ver com a intimidade do casal. Em Romanos 1.27. a expressão “uso natura!» fala especificamente sobre as relações homossexuais. Mudar o uso natural é a mulher deixar de ter relação com o homem e ter com outra mulher. É o homem deixar de ter relação com a mulher e ter com outro homem.

VIII. INTERPRETAÇÕES DE ALGUNS TEXTOS DO LIVRO DE CANTARES DE SALOMÃO
Em Cantares verificamos que Salomão e a sulamita, sua amada, falam sobre a sexualidade ativa. Este livro não fala da Igreja, não faz nenhuma alegoria da aliança de Deus com Israel nem da união da alma com Deus. Salomão fala da sexualidade dc um casal.

8.1 — Beije-me ele com os beijos da sua boca; porque melhor é o teu amor do que o vinho (Cantares 1.2).
Esta não é uma linguagem figurada. Faz referência às carícias entre um casal. Muitas mulheres sofrem com rigidez do tônus muscular, bico de papagaio, problemas na coluna ou envelhecimento precoce, porque não são tocadas, não são beijadas.

8.2 — Eis que és formoso, Ó amado meu, e também amável; o nosso leito é viçoso (Cantares 1.16).
As palavras “formoso” e “amável” significam gentil e agradável. O homem não deve agir corno animal, não deve ser ignorante, mas demonstrar cuidado e carinho com a sua amada, falando palavras de ternura.

8.3 — Eis que és formosa, meu amor (...) os teus olhos são como o das pombas, (...) teus cabelos são como o rebanho das cabras os teus dentes como o rebanho das ovelhas (..) teus lábios como ofio de escarlata (...) o teu pescoço como a torre de Davi os teus selos como dois filhos gêmeos da gazela... (Cantares 4.1-5).
Neste texto, o esposo descreve em detalhes o corpo da esposa, via-a nua. Tanto que, em Cantares 4.7, ele sabe que nela não há nenhuma mancha.

8.4 — A sua cabeça é Como ouro (‘...) seus olhos são como o das pombas (...) sua face é como um canteiro de bálsamo (...) seus lábios como o lírio (...) suas mãos como anéis (‘...) seu ventre como o alvo marfim (....) suas pernas como coluna de mármore (...) sua boca (...) é totalmente desejável... (Cantares 5.11-16).
Observamos nestes versículos a ênfase do erotismo nas expressões “o seu ventre como alvo marfim, coberto de safiras,» referindo-se à região genital masculina. Ela o olha por inteiro, tanto que diz que é totalmente desejável.

8.5 - Quão formosos são os teus pés e(...) o contorno de suas coxas são como jóias (...) teu umbigo como a taça redonda, a que não falta bebida (...) teu ventre como montão de trigo cercado de lírios (Cantares 7.1-8).
Salomão era inteligente e gostava de criar novidades para tornar o seu leito viçoso. Ele entornava vinho no umbigo de sua amada. Ele também observava os seus órgãos genitais e os compara a um montão de trigo cercado de lírios.

8.6— Os teus dois seios são como filhos gêmeos de gazela (...) o teu pescoço como torre de marfim os teus olhos como piscinas de Hesbom (...) teu nariz como torre do Líbano (...) sua cabeça como o monte Carmelo e...) os teus cabelos são como púrpura (...) a tua estatura é como a palmeira (...) os teus selos são semelhantes aos cachos de uvas (Cantares 7.1-7).
O texto fala sobre “cachos de uvas’ Para que servem as uvas? Não são apenas para serem admiradas. Ninguém compra um cacho de uvas só para ficar olhando para elas e depois jogar no lixo.

8.7—. ..Subirei à palmeira, pegarei em seus ramos; e então os teus selos serão como os cachos na vide, e o cheiro da tua respiração como o das maçãs (Cantares 7.8).
Há um batimento cardíaco alterado na relação sexual, uma pulsação sanguínea. A expressão sexual do casamento é um paradigma, um modelo, um padrão da união, do relacionamento de Deus com o Seu povo. O prazer sexual, o êxtase, a satisfação sexual na intimidade do casamento são um retrato do prazer e satisfação que Deus quer dar-nos eternamente.

CONCLUSÃO
A sexualidade consegue atingir as quatro áreas fundamentais do ser humano: física ou biológica, psicológica, sociológica e espiritual. Se o casal tem um bom desempenho sexual, certamente superará qualquer problema nas outras áreas dc sua vida.

Silas Malafaia

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Os insondáveis propósitos de Deus


Introdução
Deus é eterno, imutável, todo poderoso, onisciente e onipresente. Ele tem domínio sobre tudo e todos, ama-nos e criou-nos  para o louvor da Sua glória.
Vamos, então, estudar sobre a Sua magnitude, superioridade e pensar e agir.


1. A mente superior de Deus
A mente de Deus é superior à do homem pelos seguintes motivos:
1.1 — Ele é eterno
O Senhor disse a Israel: Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; operando eu, quem impedirá? (Is 43.13).
1.2 — Ele é onisciente
Davi comenta sobre a maravilhosa ciência de Deus que nos criou e nos acompanha desde que nascemos (Sl 139.2,4,6,13,15,16,23)
1.3 — Ele é onipresente
O rei Salomão disse que os olhos do Senhor estão em todo lugar (Pv 15.3).
Não há nada encoberto diante dos olhos do Todopodero50 (Hb 4.13).
1.4 — Ele é onipotente
Deus age de modo infinitamente superior a nós por causa de Sua onipotência. Ele possui todo poder no céu e na terra e faz tudo o que lhe apraz (Sl 115.3).

II. Os sinais e os propósitos divinos
Todas as vezes que Deus revelou ao homem algum de um sonho ou de uma profecia Ele estabeleceu sim o cumprimento de Sua Palavra. Vejamos:
2.1 — Os sinais em relação à vinda do Messias
Foi dito pelos profetas que Ele seria da tribo de Judá, descendente de Davi (Is 11.10); nasceria de uma virgem, em Belém Efrata (Is 7.14; Mq 5.2), e o Espírito do Senhor seria sobre Ele (Is 61).
2.2 — O propósito de Deus para Abraão
Deus falou a Abraão de maneira clara, mostrando o Seu propósito de fazer dele uma grande nação (Gn 12.1-3). Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu (Hb 11.8).

Por que Deus tratou assim com Abraão?
Porque esse patriarca era rico, possuía terras e rebanhos, e talvez, por isso, se sentisse seguro e autossuficiente. Sendo assim, Deus precisou traçar um plano glorioso para a vida dele, treinando-o e ensinando-o a depender da Sua provisão.
2.3 — O propósito de Deus para José
Os sonhos de José foram lampejos, sinais dos insondáveis propósitos de Deus para a vida dele, que, na época, tinha entre 15 e 17 anos de idade (Gn 37.1-36), e que, por inveja, foi vendido por seus irmãos como escravo.

Por que Deus tratou assim com José?
Porque pretendia, no Egito, treinar o seu emocional, submetendo-o a trabalhos escravos na casa de Potifar, e ensinar-lhe os princípios de submissão, autoridade e hierarquia.
Na fartura e na escassez — José precisava aprender a gerir recursos humanos e materiais, em tempos de fatura e de escassez.
Deus fez além da compreensão humana — No tempo certo, Deus exaltou José, elevando-o da condição de escravo/preso à de primeiro-ministro do Egito.

III. Chamados para um propósito especial
Vejamos alguns aspectos do agir de Deus em prol do cumprimento de Seus propósitos. Analisemos a trajetória de Davi até tornar-se rei de Israel.
3.1 — Davi foi escolhido para reinar
A história de Davi começa em 1 Samuel 16.1, quando Deus manda o profeta Samuel ungi-lo como novo rei de Israel, mesmo Saul ainda estando no trono.
3.2 — Os sinais, os propósitos e os ensinamentos de Deus para Davi
No primeiro sinal do propósito de Deus para Davi, Samuel, a pretexto de oferecer um sacrifício, foi a Belém e convidou Jessé e sua família para participarem de um banquete, e ali ungiu Davi secretamente.
No segundo sinal do propósito de Deus para Davi, o Senhor fez o Seu servo conhecido em um só dia depois que este matou o gigante Golias.
No terceiro sinal do propósito de Deus para Davi, por onde quer que esse futuro rei de Israel fosse, o Senhor ia com ele, e o fez escapar inúmeras vezes das mãos de Saul.

Por que Deus tratou assim com Davi?
Porque queria aperfeiçoar seu caráter e sua dependência dele, bem como as suas habilidades militares.
Aprendemos com esses personagens bíblicos que não devemos menosprezar o tratamento de Deus.

IV. Alguns segredos para alcançarmos os propósitos de Deus
Às vezes, deparamo-nos com situações tão difíceis que dizemos: “Meu Deus, como vou resolver essa questão?”. É nessa hora que devemos:
4.1 — Crer em Deus a despeito da situação
A Palavra de Deus revela que, pela fé, Abrão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber (Hb 11.8); José deu ordem acerca de seus ossos (v. 22), e Davi venceu remos e pôs em fuga os exércitos de estranhos (v.34).
4.2 — Animar-nos com as promessas divinas
Sigamos o conselho do autor de Lamentações (3.21): trazer à memória o que nos dá esperança. Animemo-nos com aquilo que Deus falou ao nosso coração, porque Ele nos ama, é fiel e poderoso para cumprir a Sua Palavra.
4.3 — Submeter-nos ao tratamento divino
Lembremo-nos de que Deus não levou os israelitas pelo caminho mais curto, a fim de que eles não se arrependessem de ter saído do Egito ao ver a guerra (Êx 13.17). O Senhor precisava tratá-los antes de introduzi-los na Terra Prometida.
4.4 — Seguir a direção dada por Deus
Deus queria dizer ao Seu povo, por meio dos sinais no deserto, que o segredo para alcançar Seu propósito era a obediência. Isso era o mesmo que dizer: “Não sigam os seus próprios caminhos, de acordo com suas leis, pois os meus caminhos são mais altos e seguros”.
4.5 — Evitar desviar-nos dos propósitos divinos
Se Deus fez uma promessa e depois permaneceu em silêncio, temos de orar a esse respeito, ler a Palavra e pedir esclarecimentos a Ele. Não devemos ficar ansiosos, nem nos precipitar. Façamos como Davi, que, sempre antes de ir às batalhas, consultava a Deus (1 Sm 23.9; 30.7,8; 1 Cr 14.10).

V. Participando dos propósitos de Deus
Meditemos neste último tópico em dois aspectos que envolvem os propósitos de Deus para nós. Perguntemos a nós mesmos:
5.1 — Como podemos discernir os propósitos de Deus para nós?
Os propósitos de Deus para a nossa vida são revelados mediante a ação do Espírito, que penetra todas as coisas (1 Co 2.10-12) e faz-nos lembrar de tudo quanto Jesus nos diz em Sua santa Palavra (Jo 14.26).
5.2 — Qual será o maior propósito de Deus para nós?
O Seu maior propósito é resgatar-nos da nossa vã maneira de viver. Para isso, Ele entregou Seu Filho único em sacrifício, lá na cruz, no Calvário.

Conclusão
O propósito de Deus de salvar a humanidade envolve o rico e o pobre, o sábio e o ignorante, o brasileiro e o estrangeiro. Basta que a pessoa aceite o fato de que Jesus é o seu único Salvador, aprenda a Lei de Deus e submeta- -se à vontade dele. 

Autor: Silas Malafaia