sábado, 13 de abril de 2013

Um Sinal de Advertência

Texto: Genesis 27

Introdução: História de Esaú, homem que viveu uma vida carnal, mesmo tendo nascido em lar temente a Deus.

Esta é a história de Esaú

1) Seus muitos privilégios.
a) Era filho de pais tementes a Deus
b) Criou-se em lar mais piedoso do seu tempo.
c) Como primogênito, era o herdeiro natural da promessa.

2) Sua leviandade:
a) Esaú não viveu para Deus, mas para os seus próprios prazeres.
b) A Benção de Deus era para ele coisa secundária (Gn. 25:32; Hb. 12: 16,17).
c) Causou grande desgosto aos seus pais

3) Seu despertar tardio.
a) Despertou quando a bênção já havia sido dada (Gn. 27: 33 )
b) Procurou, como as virgens néscias, quando já era tarde demais.
c) Seu arrependimento era falso, porque depois quis matar o seu irmão.

Conclusão: Devemos valorizar a bênção de Deus em nossas vidas.

A restauração de Davi após a queda


Texto: 2 Samuel 12

Introdução: O caminho da restauração.

1. Seu julgamento impensado – v. 5

2. Convencido do seu pecado e culpa – v. 7-12.

3. A confissão do pecado – v. 13

4. O perdão concedido – v.13-19

5. Sua adoração na Casa de Deus – v.20

6. Ele come novamente – v. 20

7. Sua mudança de atitude – v. 21-24

8. Sua nova vitória sobre o inimigo – v. 29

Conclusão: O cair é do homem, porém, o levantar é do Senhor.

Como obter vitória sobre o sentimento de culpa


Texto: II Sam. 11:1-5

1. O arrependimento de Davi – Sal. 51:1-17
2. O Senhor garante o perdão em sua Palavra – Sal. 103:12; Miq. 7:19; Is. 1:18; Jer. 31:34; Is. 43:25; Hb. 10:16-18; I Jo. 3:15.
3. O processo envolvido – Sal. 51:1-17

A) Aceite o fato que você pecou – Sal. 51:3.


B) Tenha arrependimento e contrição verdadeira – sal. 51:16-17


C) Reconheça que não pode resolver sozinho seu próprio problema – Sal. 51:16.


D) Nos seus sentimentos de culpa e aflição, você esta procurando perdão, o seu ser procura restaurar a harmonia quebrada pelo pecado – Sal. 51:12.


E) Você ora e pede perdão a Deus – Sal. 51:7-10.


F) Quando você não consegue entender ou aceitar o perdão de Deus, ou não consegue perdoar a si mesmo, procure um conselheiro – Prov. 12:15, Tg. 5:16.


G) Quando você entende perfeitamente a natureza do perdão de Deus, você estará pronto a receber o perdão d'Ele e a alegria que vem conseqüentemente – Sal. 51:8


H) A experiência que você passou pode levá-lo para mais perto de Deus – Sal. 51:12-13.


SENTIMENTO DE CULPA
Há pelo menos cinco maneiras como você pode enfrentar o seu sentimento de culpa oriundos de pecados na sua vida (principalmente sexuais).

1. Racionalize seus sentimentos de culpa até o ponto em que você diz a si próprio que eles não existem realmente ou que são preconceitos da sociedade ou de religiosos fanáticos.
Resultado: Afastamento de Deus através da mente cauterizada


2. Desde que os sentimentos de culpa constantemente o perturbam, você os relega para o inconsciente.
Resultado: Doenças psicossomáticas vindas através do pecado não confessado.


3. Admitir que você tem sentimento de culpa, rejeitar a possibilidade de perdão e continuar odiando a si mesmo.
Resultados: Auto-estima baixa, medos, insegurança e derrotas.


4. Aceitar o seu sentimento de culpa e o pecado que o causou.
Resultado: Será criada a possibilidade de restauração.


5. Admitir que a culpa esta baseada no relacionamento quebrado entre você e Deus e procurar o perdão d'Ele.


Resultados: Vitórias, vida de qualidade e salvação.

As conseqüências do pecado

Texto: Salmos 51; 2 Samuel 12.

Introdução: O que o pecado faz com a vida de uma pessoa está descrito abaixo:

1 – Mancha o homem – Salmos 51:1-5

2 – Deixa-o infeliz – Salmos 51:8

3 – Afasta-o da presença de Deus – Salmos 51:11

4 – Entristece o Espírito Santo – Salmos 51:11

5 – Tira a paz e a alegria – Salmos 51:12

6 – Escandaliza o nome do Senhor – 2 Samuel 12:14

7 – Afeta o testemunho perante o mundo – Salmos 51:11-13

8 – Cerra a boca para o testemunho – Salmos 51:14-15

9 – Leva ao juízo – 2 Samuel 12:15-23

10 – É perdoado quando confessado honestamente – 2 Samuel 12:13

11 – Deus receberá o louvor – Salmos 51:14-18

Conclusão: O gafanhoto e lagarta talvez tenham consumindo muito dos nossos dias, e o seu coração está triste, mas Graças a Deus sempre há remédio: arrependimento, confissão, renúncia, e então uma completa restauração a favor e fartura
.

Relacionamento com Deus

1 – O que é relacionamento?
É correspondência, trato amistoso, ou convivência, relações íntimas com alguém.
Relacionamento com Deus quer dizer convivência com Ele.
É trato diário com o Senhor, tornando-se familiar essa relação de amizade (Salmo 25:14 e Nm. 12:5-8).

2 – É importante o nosso relacionamento com Deus?
Mateus 5:14 – “...Vós sois a luz do mundo”.
Romanos 13:12 – “...E revistamo-nos das armas da luz”.
Romanos 13:14 – “...Revesti-vos do Senhor Jesus”.

O cristão, no sentido individual e coletivo, é a luz do mundo. Se suas atitudes e relacionamentos não são de conformidade com a natureza de Cristo, a luz se retira, e o cristão se torna parte do problema e não da resposta para o mundo.
Cristo é a luz para nós. Sua presença habitacional em nós é a resposta para o problema básico de uma vida ou de um povo.
Daí a vital importância do nosso relacionamento com Deus, da nossa intimidade com Ele.

3 – Qual o segredo principal do relacionamento com Deus?
O segredo principal do relacionamento com o Senhor é a conversão a Deus. (Jeremias 3:22; 2 Crônicas 30:9; Neemias 1:9).
Converter é voltar ao Calvário, sempre que se fizer necessário, para que haja assim comunhão com Deus.
Nascidos de novo através da Conversão a Cristo, passamos a experimentar um relacionamento novo, de vitória com Deus – Cristocêntrico.
Relacionamento que começa, existe, permanece e termina na Cruz com a visão do Trono, para um relacionamento perfeito e eterno, na glória. Esse relacionamento nos leva para a deslumbrante glória na presença de Deus, onde nossa ânsia é satisfeita, aqui e para sempre.

Relacionamento através da Palavra

1 – A Bíblia

“Habite , ricamente em vós a Palavra de Cristo”. (Colossenses 3:16).
Como vimos, não é exagero ler demais a Palavra de Deus, mas sim uma necessidade.
Ler a Bíblia, absorver a Bíblia, ingerir a Palavra é uma ordem de Deus para nós.
Sem a Palavra não há relacionamento com Deus. Nela encontramos o próprio Deus, encontramos o nosso começo com Cristo, salvação. Com ela alimentamos o nosso relacionamento com Deus que deve ser forte e constante. Com ela haverá quebrantamento, regozijo e emoções sensibilizadas pelo Espírito Santo.
A Palavra é instrumento de restauração, de libertação, de cura para nossa alma doente. É à base de tudo.
Ela fortalece o espírito, conforta a nossa alma, fortalece a personalidade por dentro até Cristo fluir.
A Palavra não pode ser apartada do tratamento interior que o Espírito Santo faz e quer fazer em cada crente e que dura à vida inteira. Ela é remédio para nossa alma marcada pelo pecado. Ela gera paz, poder, prosperidade, alegria saúde, força, vitória (Josué 1:6-8, Prov. 4:20-23).
A ordem de Deus para Josué foi ser forte, corajoso para herdar a terra, mas apresentou o meio para essa conquista – fazer e não desviar da Palavra para que fosse bem sucedido.
E continuou: Falar constantemente, Meditar e Fazer o que a Lei ordenava para fazer Prosperar o Seu Caminho.
A nossa alma tem sede da Palavra, e ela deverá ocupar lugar central na vida da cada crente se quiser vitória.
O grande problema de muitos crentes é desprezar a Palavra, se empobrecendo espiritualmente e até sendo ponto de interrogação quanto a sua vida cristã.
Também o desvalor pela Palavra abre um espaço enorme para Satanás atacar, agir em nossa vida. Qual é a sua brecha? Tem fraquejado?
Ler a Palavra devagar, meditando, examinando (João 5:39), extraindo o seu ensino, anotando, descobrindo verdades ocultas para você. Isso significa alimentar-se da Palavra de Deus, relacionar-se com Ele.

2 – Como a Palavra deve estar em nossa vida?

A – Causando Prazer – Salmo 1:1-9 – Prazer por ela surge quando meditamos nela dia e noite, como fazia o salmista.
B – Entranhada em nós – Para que tenhamos relacionamento com Deus é preciso que sua Palavra esteja entranhada em nós e nós nela, de tal maneira que nos tornemos uma só realidade. Provérbios 4:3-6; João 15:7.
C – Como Regra de Fé Prática – A Palavra é bússola que conduz o filho de Deus até encontrar com o comandante face a face, mas precisa ser prática. Só conhecê-la e não colocá-la a valer na sua vida, de nada e nenhum valor ela tem.
D - Conhecendo o Senhor – Só conheço o Pai que tenho se meditar na Sua Palavra. Sendo bom conhecedor das Verdades Eternas.

3 – Recapitulando: O que fazer para relacionar com Deus pela Palavra?

A – Ler a Palavra - conhecer a sua verdade, conhecer a nossa regra de fé, de vida em combate por uma causa vitoriosa, eterna, obtendo informações que só ela tem para dar.
B – Meditar na Palavra – É penetrar nela, interiorizar, obtendo significado de cada parte ali contida para o meu viver, equivale alimentar-se dela.
C – Praticar a Palavra – Mateus 7:24 – Ter a Palavra de Deus, valendo para nossa vida diante de cada problema, cada sonho, cada pedido, cada alegria, cada plano.
O caminho da benção é o caminho da obediência, da prática da Palavra de Deus.
D – Memorizar a Palavra – É muito importante para tempos difíceis. Momentos em que não temos nas mãos o alimento precioso para sustentar, renovar preservar a fé.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

ILUSTRAÇÃO - A RÃ E O ESCORPIÃO


Um escorpião pediu para uma rã ajudá-lo a atravessar o rio, pois não sabia nadar.

A rã negou-se. Tinha muito medo do famoso veneno do ferrão do escorpião.

No entanto, ele argumentou com ela: Não tenha medo, Dona Rã... se eu atacar você, ambos morreremos afogados. E eu não quero morrer.

E assim a convenceu.

O escorpião subiu nas costas da rã e enquanto ela nadava ficou observando o movimento de seus músculos. Mais ou menos na metade da travessia o escorpião feriu-a com seu ferrão.

Já sentindo as dores do veneno e quase sucumbindo, a rã diz ao escorpião: "Por quê fez isso, seu louco? Agora nós dois vamos morrer".

O escorpião lhe respondeu: "Desculpe-me, não pude evitar... é a minha natureza".

sexta-feira, 5 de abril de 2013

ILUSTRAÇÃO - O BATE-BOCA DAS FERRAMENTAS


Conta-se que na carpintaria certa vez houve uma estranha assembléia. Foi um verdadeiro bate-boca pra acertar diferenças.

Um martelo exerceu a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria que renunciar. A causa? Fazia demasiado barulho; e além do mais, passava todo o tempo golpeando.

O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo.

Diante do ataque, o parafuso concordou, mas por sua vez, pediu a expulsão da lixa. Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos.

A lixa acatou, com a condição de que se expulsasse o metro que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fora o único perfeito.

Nesse momento entrou o carpinteiro, juntou o material e as ferramentas e iniciou o seu trabalho.

Utilizou justamente o martelo, a lixa, o metro e o parafuso.

Finalmente, a rústica madeira se converteu num fino móvel. Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembléia reativou a discussão. Foi então que o serrote tomou a palavra e disse:
"Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro não trabalha com os nossos defeitos, mas, sim, com as nossas qualidades, com nossos pontos fortes. Assim, proponho abandonarmos esta discussão e nos concentrarmos em tarefas construtivas".

A proposta foi aceita por unanimidade e todos se sentiram, então, uma verdadeira equipe, capaz de produzir objetos de qualidade, se unidas num mesmo proposito e nas mãos e na mente do hábil carpinteiro.

O corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros do corpo,
embora muitos, formam um só corpo...
e Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis.
I Coríntios 12.12, 18

ILUSTRAÇÃO - O SEGREDO DO RELÓGIO

O colégio onde eu estudava, em menina, costumava encerrar o ano letivo com um espetáculo teatral. Eu adorava aquilo, porém nunca fora convidada para participar, o que me trazia uma secreta mágoa.

Quando fiz onze anos avisaram-me que, finalmente, ia ter um papel para representar. Fiquei felicíssima, mas esse estado de espírito durou pouco: escolheram uma colega minha para o desempenho principal. A mim coube uma ponta, de pouca importância.

Minha decepção foi imensa. Voltei para casa em pranto. Mamãe quis saber o que se passava e ouviu toda a minha história, entre lágrimas e soluços. Sem nada dizer ela foi buscar o bonito relógio de bolso de papai e colocou-o em minhas mãos e perguntou:

- O quê eu coloquei em suas mãos, filha?

- O relógio de ouro do papai, respondi.

Em seguida, mamãe abriu a parte traseira do relógio, desvendando seu mecanismo para mim, e perguntou:

- O quê você está vendo aí atrás do relógio do papai?

- Ora, mamãe, aí dentro tem um monte de rodinhas e parafusos.

- E o quê é mais importante, a parte da frente ou a parte de trás do relógio?

- As duas - respondi prontamente.

Mamãe me surpreendia, pois aquilo nada tinha a ver com o motivo do meu aborrecimento. Entretanto, calmamente ela prosseguiu:

- Este relógio tão bonito, seria absolutamente inútil se nele faltasse qualquer parte, se tivesse a parte da frente sem a detrás ou a de trás sem a da frente. Mesmo a mais insignificante das rodinhas ou o menor dos parafusos, por mais escondido que esteja, é essencial ao seu bom funcionamento.

Nós nos entrefitamos e, no seu olhar calmo e amoroso, eu compreendi tudo o que ele queria me dizer, sem que precisasse dizer mais nada.


Embora muitos,
somos um só corpo em Cristo.
Romanos 12.5

quinta-feira, 4 de abril de 2013

ILUSTRAÇÃO - VIRE A PÁGINA!

Osvaldo trabalhou muitos anos como capataz de uma fazenda em Crixás, Goiás, até conseguir economizar um dinheiro que lhe possibilitou adquirir uma boa propriedade em Araguatins.

Levou a família para lá e trabalhou mais de um ano arrumando cerca, roçando mato, cultivando a terra.

Quando ia fazer a primeira colheita, descobriu que havia sido enganado por falsários. A propriedade, de fato, não lhe pertencia. Debaixo de ameças, ele a sua família deixaram tudo para trás e voltaram a Crixás e à "estaca zero".

Osvaldo entrou em depressão. O mundo acabou para ele. A vida perdeu a graça. Ele perdeu até o ânimo para trabalhar. Entregou os pontos.

Seu antigo patrão, que gostava muito dele, convidou-o para acompanhá-lo numa viagem a Goiânia para ajudá-lo a escolher um carro.

Depois de comprar o veículo, foram ao Hospital do Câncer “Araújo Jorge”.

Osvaldo não entendeu muito bem o que estavam fazendo ali, mas ficou sentado na sala de espera, ao lado do seu amigo, observando todo aquele sofrimento, dor, lágrimas, desespero.

Homens e mulheres, velhos e crianças, ricos e pobres, gente feia e gente bonita; todos padecendo.

Nenhum dos dois disse nada. Não foi preciso.

Imediatamente, a depressão de Osvaldo foi-se indo embora, pois não se tratava de uma doença, apenas de uma profunda tristeza por ter sido enganado. Mas, ali, em meio à todo aquele sofrimento, o capataz compreendeu que apesar de ter perdido tempo, dinheiro e esperança, ele e sua família continuavam vivos e com saúde.

Osvaldo decidiu virar aquela página de sua vida, agradeceu a Deus e voltou a trabalhar.


Tem compaixão de mim, ó Senhor,
porque estou angustiado;
consumidos estão de tristeza os meus olhos,
a minha alma e o meu corpo.
Salmo 31-9

ILUSTRAÇÃO - A APOSTA

Um sujeito apostou com seus amigos que, apesar do gelo e da neve, seria capaz de sobreviver por toda uma noite em uma montanha próxima. Levou um livro e uma vela, e passou a noite sentado, exposto ao um frio que jamais havia experimentado.

Pela manhã, mais morto do que vivo, cobrou o pagamento da aposta, mas eles o interpelaram:

- Não teve nada, nada mesmo, para se aquecer?
- Nada - respondeu.
- Nem mesmo uma vela? - continuaram.
- Sim, levei uma vela.
- Então, perdeu a aposta - gritou um deles, ao som das risadas dos demais.

Alguns meses depois o sujeito convidou os mesmos amigos para jantar em sua casa.

Na sala de estar, eles aguardavam que a refeição fosse servida, mas as horas foram se passando, e nada. Quando começaram a resmungar pela demora, ele os convidou a ir à cozinha, onde lhes mostrou uma enorme panela cheia de água e, bem embaixo dela, uma vela acesa. A água nem estava morna. Então, comentou com frieza e indiferença:

- Ainda não está pronto. Não sei por qual motivo, afinal, a vela está aí acesa desde ontem.

"Ele acendeu a vela da vingança, mas apagou para sempre a chama de uma grande amizade".

Amado, não imites o mal, mas o bem.
III João 1.11

ILUSTRAÇÃO - GUERRA DE CARVÃO

O menino chega em casa bufando de raiva de um colega da escola que o humilhou na frente de seus amigos.

Em vão seu pai tenta acalmá-lo. Percebendo, então, que ele precisa "botar pra fora" sua raiva, o pai propõe-lhe uma forma alternativa de vingança:

- Vê aquela camiseta branca no varal, filho? Pois, bem, imagine que aquela camiseta é menino que te aborreceu. Pegue aqui neste saco alguns pedaços de carvão e atire bem no peito dele. Vamos ver quantas vezes você é capaz de acertá-lo, até que sua raiva passe.

A coisa toda pareceu-lhe boba, mas ele aceitou, afinal de contas seu pai estava do seu lado.

Errou algumas, acertou outras, mas atirou até a última pedra de carvão que havia no saco. No fim o pai perguntou-lhe:

- E aí, filhão, como se sente?
- Cansado, disse ele sorrindo, mas, em compensação, olha só como ficou a camiseta!

O pai, então, convida-o a entrar e o coloca diante de um espelho. O menino leva um susto ao ver o quanto ficou sujo ao manusear o carvão, e o pai lhe diz:

- Assim é a vingança filho, você sempre acabará ficando sujo enquanto estiver atacando a pessoa que odeia. Perdoar é melhor!



Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas.

Mateus 6.14-15

A Necessidade de se Purificar Diariamente


“Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a iniquidade não podes contemplar. Por que olhas para os que procedem aleivosamente, e te calas quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele?” (Hc 1.13).

“Porque tu não és um Deus que tenha prazer na iniquidade, nem contigo habitará o mal.
Os loucos não pararão à tua vista; odeias a todos os que praticam a maldade.” (Sl 5.4,5).

A beleza espiritual da alma consiste em sua conformidade com Deus. A santidade e conformidade com Deus são a honra de nossas almas. Por isso tudo o que está em nós e que é contrário a Deus suja a alma e a torna desprovida desta beleza espiritual pela falta de conformidade com Deus. Como Deus criou o homem à sua imagem e semelhança, não é de admirar o quanto Ele detesta o pecado, porque foi o pecado que desfigurou esta imagem e semelhança. E o modo de agradarmos a Deus deve incluir portanto, que também detestemos o pecado tanto quanto Ele o detesta.

E se por natureza nós estamos completamente sujos por causa do pecado, quem pode tirar uma coisa limpa do que está inteiramente sujo?

Não admira portanto que mesmo no caso de cristãos, e no melhor deles, pode ser vista uma assumida carnalidade, pelo retorno ao domínio de uma mente carnal, caso este venha a negligenciar a necessidade da santificação diária, por um abandono dos hábitos que conduzem a esta santificação, como a oração, a meditação na Palavra, o autoexame com vistas à confissão de pecados e arrependimento, o louvor e a adoração, a comunhão dos santos, a vigilância, a diligência e a mortificação de pecados.

Consequentemente é para todos os momentos da vida a advertência do apóstolo para que nos limpemos a nós mesmos de todas as poluições da carne e do espírito (2 Cor 7:1), porque há pecados que são internos e espirituais, como orgulho, amor-próprio, cobiça, incredulidade, e toda a poluição é resultante deles, e há também pecados carnais e sensuais, como gula, cobiça, impureza sexual etc.

Assim, tudo o que houver de bom em qualquer homem terá sido proveniente de Deus que é a fonte de todo o bem, porque há no homem uma fonte de tudo o que é mau, que é o seu próprio coração do qual procede toda a sorte de males.

“ Mas, o que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem.
Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.” (Mt 15.18, 19).

quarta-feira, 6 de março de 2013

É Hora de Largar o Saleiro e Ser o Sal

"Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido com que se há de salgar? Para nada mais serve, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens" Mateus 5:13.

Interessante perceber o quanto Jesus fez uso de metáforas para ser melhor compreendido por seus ouvintes. Como palavras tão simples, soam tão profundas? Elas penetram na alma como espada de dois gumes, Hebreus 4:12; "Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e as intenções do coração." E assim, com simplicidade e poder o que está escrito permanece para todo o sempre, revirando o interior do homem, provocando transformações. E quem quiser ser discipulo, deve largar o saleiro e ser ele mesmo o sal. Porque sem transformar a si mesmo, não há como transformar o mundo.

É fácil relacionarmos a fala de Jesus sobre sal e discipulo, considerando que comida sem sal é insossa, sem gosto e discipulos de Jesus devem ser notados como pessoas que fazem diferença, "salgam" os ambientes. Simples. Mas dessa parábola, podemos extrair "outros saborosos pratos" que nos servirão de alimento . Assim, prossigamos a mergulhar nos aceanos da graça Divina em busca de sal para temperar nosso espírito.


O salEstá presente em quase todo o planeta: oceanos, nascentes, subterrâneos, vegetação. Temos sal em todos os líquidos orgânicos: lágrimas,saliva, urina e no sangue, cujo teor é de 6,5 g de cloreto de sódio por litro. Respeitados os limites aconselhados pela profilaxia médica, o sal é-nos, assim, absolutamente indispensável, a nós e aos animais, em cujas rações também se inclui o sal.

Além de cair bem ao nosso paladar, o sal é uma necessidade vital. Sem sódio, o organismo seria incapaz de transportar nutrientes ou oxigênio, transmitir impulsos nervosos ou mover músculos – inclusive o coração.


Sal, salada, salárioDe tão essencial, o direito ao sal chegou a ser garantido pelo Estado. Os romanos, apesar de não manterem monopólio sobre o sal, subsidiavam seu preço para garantir que os plebeus tivessem acesso a ele. “Sal para todos” era um lema romano. Foi nessa época que surgiu a palavra “salada”, pois havia o costume de salgar os vegetais para amenizar o amargor de alguns deles. A ausência do saleiro numa mesa romana era um sinal de inimizade.

Da mesma forma que deveria estar disponível para o cidadão comum, o sal era imprescindível para os legionários que conquistavam e mantinham o gigantesco império. Tanto que os soldados chegavam a ser pagos em sal, de onde vêm as palavras “salário”, “soldo” (pagamento em sal) e “soldado” (aquele que recebeu o pagamento em sal).


Na Bíblia2 Crônica 13:5 - Porventura não vos convém saber que o Senhor Deus de Israel deu para sempre a Davi a soberania sobre Israel, a ele e a seus filhos, por uma aliança de sal?

Levítico 2:13 - E todas as tuas ofertas dos teus alimentos temperarás com sal; e não deixarás faltar à tua oferta de alimentos o sal da aliança do teu Deus; em todas as tuas ofertas oferecerás sal.

Marcos 9:49 – Porque cada um será salgado com fogo, e cada sacrifício será salgado com sal. (No juízo final).

Gêneses 19:26 E a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida numa estátua de sal”. 


E o sal nosso de cada diaAntigamente pela dificuldade de acesso e extração, o sal chegou a ter seu valor de mercado equiparado ao ouro. Acordos de guerra e paz foram selados à base dessa mercadoria. Indía e Inglaterra que o digam. O sal continua tendo muito valor, pois planeta sem sal equivale a planeta sem mar, mar sem àgua (?). Sal é vida, mas em sua quantidade ideal, perfeita como bem dosada por Deus. Nem em excesso, nem em falta. Coloquemos sal demais em qualquer alimento que o sabor se corrompe, amarga, estraga. E sem sal, sequer percebemos o sabor.

Se o sal for insípido, disse Jesus, só servirá para ser pisado pelos homens. Parece uma contradição essa frase, como pode sal ser insípido? Pode, se o sal perder suas propriedades naturais, isso acontece quando a ele são adicionadas outras substâncias. Sal, serviu de salário, de remédio, de aliança. Serviu de parábola dita pelos lábios de Jesus para nos advertir sobre os males advindos da contaminação do mundo. 

Desde criança, sempre ouvi falar no poder curador do sal. Minha avô receitava banho de mar para sarar feridas. e essa função é comprovada pela medicina, uma simples receita de soro caseiro, contendo sal e açucar salva muitas vidas. Baseado no fato de que trabalhadores de minas de sal, têm maior resistência respiratória, foram desenvolvidos tratamentos à base de sal nessa área. Isso também nos diz sobre ser discipulo sal, aquele que cura vidas ao propagar a Palavra de Deus, o Evangelho de forma simples e genuína. Significa que algumas vezes, as feridas vão arder, vão sangrar mais, para deixarem de sangrar um dia.

Ser sal da terra é conhecer os limites fronteiriços entre terra e água, é saber que é necessário "peneirar, filtrar, decantar" muitas coisas que podem deteriorar a essência. Assim como salário vem de sal, e trabalhador tem direito a justo salário, pode-se dizer que ser sal é praticar justiça e a Justiça, é Cristo (Rm 1:17). 


Paradoxo do salSe sal é vida, cura, revelador de essências, também pode ser motivo de perdas e doenças. A falta e o excesso geram distúrbios. Discípulo de Jesus deve ser esse a andar pelo centro do caminho, de forma prudente e equilibrada, tal como foi advertido em certo tempo a Josué: "Não se desvie nem para direita, nem para esquerda" Josuè 1:7. Nem sal de mais, nem de menos. O mar que tem excesso de salinidade, chama-se Mar morto, dez vezes mais sal que os demais, por essa causa é impossível que haja vida em suas águas: nem peixes, nem plantas. O mar com escasses de sal, chama-se Báltico e fica na Alemanha, as descargas de água "doce" que recebe, causa uma diluição da água salgada e a temperatura da água, bem como suas condições adversas, proporcionam maior nível de poluição e o Báltico sofre com isso.

Hipertensão é o que causa o excesso de sal no organismo. Já a falta de sal, ou sódio, no corpo humano, pode gerar Hiponatremia. O equilibrio dos níveis de sal é saúde. Da mesma forma, o equilibrio da quantidade de sal no planeta gera preservação, além disso vai e vem destruição.


O sal que salga, na medida...E nos perguntamos: como saber a medida certa do sal, como ser o sal da terra sem falta ou excesso? Vejamos como funciona o processo de extração do sal: colheita da água do mar, concentração das águas, cristalização, retirada do sal e beneficiamento: Lucas 14: 34,35 " é o sal; mas, se o sal degenerar, com que se há de salgar? Nem presta para a terra, nem para o monturo; lançam-no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça."

Se o sal fica parado em seu habitat natural ele preserva o meio mas não se torna próprio para o consumo. O sal da terra necessita ser beneficiado. Ser discipulo de Jesus, ser sal na medida certa, é esse que se cristaliza no processo de beneficiamento. Caso contrário, somente servirá para ser pisado. Discipulo sal da terra, sem excesso ou faltas é aquele que retirado da água (do batismo), da terra ( conversão), se cristaliza (purificação) para dar sabor a si mesmo e ao mundo. A medida certa é Cristo em nós porque ninguém é justo e bom, a não ser pela justiça de Cristo em si mesmo. 


A mulher de Ló...Convertida em estátua de sal, por causa do pecado, do amor a Sodoma e Gomorra e do desprezo a Deus. Uma lição que ficou estampada para eternidade, como exemplo de alguém que teve saudade do passado de práticas erradas. Jesus advertiu: "Lembrai-vos da mulher de Ló" (Lucas 17:32) é para lembrar de esquecer o que nunca deveria reviver. A mulher de Ló é um monumento eterno do excesso de sal, de corrupção pelo mundo. O sal era uma das principais mercadorias de Sodoma, o comércio desse produto, movimentava a economia local, mas um dia Deus fez cair do céu fogo, como descrito em Marcos 9: 49; "Porque cada um será salgado com fogo, e cada sacrifício será salgado com sal (juízo). E no juízo, o sal devolve a cada um seu real sabor, sua essência contaminada ou purificada. Lembremos da mulher de Ló e prossigamos no processo de purificação, mesmo que doa, que sangre, mas as feridas precisam ser curadas, devolvendo a saúde do corpo e da alma. O processo de salinização precisa ocorrer, caso contrário, o excesso de sal faz o que fez com a esposa de Ló. 

É isso, o que se pede de cada um de nós é que retornemos a essência para o qual fomos criados, sem excessos, sem faltas, mas na medida certa com Cristo.