quarta-feira, 28 de setembro de 2011

AVISO DO REI KNUT

O sábio rei Knut, da Inglaterra, em 1032 deu uma grande lição aos seus súditos
bajuladores. Diziam eles:
- Tu és grande e todo-poderoso. Ninguém em todo o universo ousaria desobedecerte.
Tua glória e teu reino serão para sempre, ó rei!
Um dia o rei ordenou:
- Tragam para cá o trono. Agora sigam-me até a praia. Ali, cercado de toda a sua
família e de toda a nobreza, mandou colocar o trono quando a maré estava baixa. Sentou-se
sem nada dizer e todos se admiraram. Em pouco tempo a maré começou a subir molhando
os pés do rei, e de toda a sua corte. O rei levantou as mãos sobre o mar e exclamou com
autoridade:
- Esta terra onde estou é minha e todos obedecem à minha voz. Ordeno-te, pois, ó
água, que voltes para o mar e que não molhes os pés do rei. Como rei, ordeno-te, que voltes
já para o mar.
Mal acabou de pronunciar estas palavras, uma onda forte, espumando branco com
enorme estrondo, quebrou, molhando não só os pés, mas todo o corpo de todos, e arrastando
alguns para dentro da água.
Então, solenemente, o rei deu esta sábia sentença:
- Que todos os povos da terra saibam que os reis não têm autoridade alguma, a não
ser aquela que Deus lhe dá. O poder dos reis é coisa vã. Ninguém é digno do nome de rei, a
não ser aquele que criou a terra e o mar, e cuja palavra é a lei dos céus e da terra.
Hoje, na cidade de Southampton, numa antiga parede, bem perto do mar, há uma
placa com estes dizeres:
"Neste local, em 1032, o rei Knut repreendeu toda a sua Corte"

"Da minha parte é feito um decreto, pelo qual em todo o domínio do meu reino os
homens tremam e temam perante o Deus de Daniel; porque ele é o Deus vivo e para sempre
permanente, e o seu reino não se pode destruir; o seu domínio é até o fim. Ele livra e salva,
e opera sinais e maravilhas no céu e na terra" (Dn 6.26,27).

ESTOU PRONTO

Certo capitão de um navio viu numa cidade um menino maltrapilho olhando as
vitrinas.
- Onde está seu pai? - perguntou-lhe o capitão.
- Desapareceu depois da morte de minha mãe, há muito tempo.
O bom capitão condoeu-se do estado do menino. Parecia ter fome. Levou-o a jantar
num restaurante e fizeram boa amizade.
- Quer viajar como tripulante no meu navio?
- Estou pronto - respondeu o menino.
E Estou Pronto ficou sendo o seu nome. Todos gostaram muito dele, pois sua mãe,
que era crente, o ensinara a ser um menino bom e prestativo.
Com o tempo, Estou Pronto conseguiu ganhar muitos tripulantes do navio para
Cristo, inclusive o capitão.

"Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por
nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim. Então disse ele: Vai e dize a este povo:
Ouvis, de fato, e não entendeis e vedes, em verdade, mas não percebeis" (Is 6.8,9).

O FEITIÇO CONTRA O FEITICEIRO

Certa moça crente, enfermeira de um hospital no Rio de Janeiro, por seus méritos, foi
promovida a chefe de departamento. Algumas pessoas que se consideraram preteridas
reclamaram. Uma senhora mais exaltada, achou por bem vingar-se da nova superiora.
Procurou um famoso macumbeiro. Contou-lhe o caso e contratou seus serviços. Tudo
combinado, ficou de voltar na semana seguinte, para receber a "obrigação".
- Ih! não mexa com essa gente, minha filha! - disse o macumbeiro. Essa moça é
crente e está sob a proteção de Deus.
A invejosa voltou para casa, mas não se conformou. Alguns dias depois tornou ao
terreiro, insistindo em sua malévola pretensão. Desta vez recebeu uma sentença definitiva.
- Minha filha. Desista de querer fazer mal a essa moça, porque todo o mal que você
quiser fazer-lhe, se voltará contra você mesma.

"O que faz com que os retos se desviem para um mau caminho, ele mesmo cairá na
sua cova, mas os sinceros herdarão o bem" (Pv 28.10).

O ACENDEDOR DE LAMPIÕES

Quando menino, em Nova Odessa, São Paulo, eu gostava de acompanhar o acendedor de lampiões. (Na verdade, em 1927, os lampiões já tinham sido substituídos por lâmpadas, mas o nome do funcionário continuou, acendedor de lampiões.)
Hoje, as modernas lâmpadas de mercúrio, ou as lâmpadas comuns, se acendem automaticamente ao cair da tarde e se apagam de manhã com o clarear do dia. Mas antigamente não era assim. Os automóveis funcionavam com luz a carbureto, bruxuleante, e a iluminação pública era muito deficiente. Os postes precisavam ser acesos, um a um, ao cair da tarde, com operação inversa todas as manhãs.

A criançada acompanhava o funcionário da prefeitura. Ele, com uma vara comprida, suspendia a chave de cada poste, clareando um pedaço de rua. Corríamos para o poste seguinte. Mais um jorro de luz. Mais outro... mais outro.
Quando ficava muito distante de casa e não tínhamos permissão de ir além, já não se divisava mais o acendedor de lampiões. A sua imagem era engolida pelas sombras, e, de repente, mais um jato de luz, e ia ficando um rastro luminoso por onde ele passava.
Muitos crentes são como um acendedor de lampiões: Vão deixando um rasto luminoso por onde passam. Mas outros...

"Vós sois a luz do mundo: não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus" (Mt 5.14-16).

COMO CALAR OS CALUNIADORES

Conta-se que Platão foi caluniado. Alguém lhe perguntou se ele não iria se desforrar.
O sábio então respondeu:
- Tenho de viver de tal modo que cale a boca dos meus caluniadores.

"Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo bem, tapeis a boca da ignorância dos homens loucos" (1 Pe 2.15).

A CORAGEM DE JOÃO SANCHES


João Sanches, condenado pela Inquisição a morrer queimado, foi amarrado ao poste com cordas que o fogo queimou em primeiro lugar. Livre assim ele saiu em direção ao Tribunal. Pensaram que ele, arrependido, fosse retratar-se, ou que, desesperado, fosse atacar alguém como vingança. Nada disso aconteceu. Ele confirmou que tinha tanta certeza da vida eterna com Jesus que voltava voluntariamente para morrer queimado. E assim o fez: morreu pelo Cordeiro que dera primeiro a sua vida por ele.

"Porque eu estou pronto, não só a ser ligado mas ainda a morrer... pelo nome do Senhor Jesus" (At 21.13).

GUARDA-CHUVA COMO DEMONSTRAÇÃO DE FÉ

Uma menina estava presente a uma reunião de crentes que traçavam planos para irem à igreja naquela noite orar pedindo que Deus mandasse chuva, pois havia grande necessidade, de vez que uma prolongada seca assolava a região. Foi então que alguém notou a menina que levava um guarda-chuva no braço. Perguntaram-lhe:
- Com uma seca destas, por que você está levando um guarda-chuva, menina?
- Ora, irmão. Nós não estamos indo para a igreja pedir a Deus que mande chuva? O irmão não acha que Deus nos vai atender e que choverá realmente?

"Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas  que se não vêem" (Hb 11.1).

UM PRESENTE IMERECIDO

Um professor sentiu a falta de um menino humilde que vinha frequentando a Escola Dominical. Agora, estava faltando há três domingos consecutivos. Com grande esforço, descobriu o endereço do menino no alto de um morro. Era um lugar de difícil acesso. Foi perguntando, perguntando, mas, quando descobriu a casa, recebeu uma pedrada no rosto.
Machucado, sangrando, desceu o morro, fez curativo e comprou de presente para o garotinho uma roupa, um brinquedo e voltou lá em cima. Deixou o presente, reforçou o convite para ir à Escola Dominical e partiu.
No dia seguinte, alguém bate à porta. O professor veio atender e ali estava um homem com um garotinho, o seu aluno, com o presente na mão.
- Professor, viemos devolver o presente que o senhor deixou. 0 menino não merece. Sabe quem foi que atirou a pedra no senhor? Foi ele. Ele não merece o presente. A essa altura dos acontecimentos o garotinho já estava chorando. O professor perguntou-lhe:
- Mas você não gostou do presente?
- Gostei sim, mas não mereço.
- Você não precisa do presente?
- Preciso sim, mas não mereço.
- Mas eu dei esse presente a você, não porque você o mereça, mas porque você precisa dele.

"Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados seremos salvos pela sua vida. E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação" (Rm 5.10,11).

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O SENHOR É QUEM TE GUARDA

Culto e santo foi J. W. Bashfor, que se deleitava em servir ao seu Mestre onde quer que o dever o chamasse. Por isso, depois de haver servido a uma grande congregação como pastor e também a uma grande universidade, como presidente, deixou tudo e foi para a China. Ali fazia jornadas longas e difíceis, e, muitas vezes, perigosas.
Um incidente em sua vida indica a fonte de sua força: Chegou certa noite a uma aldeia e achou o hotel já todo ocupado. O hoteleiro, entretanto, ofereceu-lhe uma cama-de vento e lhe deu licença para dormir debaixo das árvores. Avisaram-lhe, porém, que havia ladrões por ali.
Ficando acordado por algum tempo, pensava nestas palavras: 

"...aquele que guarda Israel, nem cochila nem dorme. Jeová é quem te guarda" (SI 121). Então orou: 
 -"Bendito
Senhor, não há necessidade de nós ambos ficarmos acordados", e dormiu em seguida.
No outro dia, ao acordar, viu um homem perto dele, em pé: um chinês que nem era cristão o havia guardado durante toda a noite. 

"0 Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua direita. O sol não te molestará de dia nem a lua de noite. O Senhor te guardará de todo o mal; Ele guardará a tua alma. O Senhor guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre" (SI 121.5-8).

A MAIOR DÁDIVA

Um missionário na índia, depois do culto, pediu a todos os seus congregados que contribuíssem com alguma coisa para a construção de um templo. Na reunião seguinte, cada um trouxe uma coisa: pedras, madeiras, pregos, etc Uma velha senhora de cor negra veio "à frente e, reverentemente, depositou a sua oferta em dinheiro. Era uma oferta de grande valor. O missionário estranhou que ela. pobre, sem posses, depositasse ali uma oferta tão generosa.
Procurou-a depois do culto e perguntou como tinha conseguido tanto dinheiro. Então ela respondeu:
- Ah! pastor... eu não tinha nada para dar; não tinha nada para vender... vendi-me a mim mesma! Agora sou escrava, mas o meu coração continua livre para adorar o Senhor.

"E [Jesus], chamando os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro; porque todos ali deitaram do que lhes sobejava, mas esta, de sua pobreza, deitou tudo o que tinha, todo o seu sustento" (Mc 12.43,44).

O FERREIRO MISSIONÁRIO

Um ferreiro estava cantando a plenos pulmões ao ritmo do martelo, com cujas pancadas moldava uma peça na bigorna.
- Por que está tão alegre, irmão? - perguntou-lhe alguém.
-É que estou pregando o Evangelho em Portugal.
- O senhor está brincando.
- Não é pilhéria, meu irmão. A minha igreja sustenta um missionário em Portugal e eu vou cooperar com o produto do meu trabalho de hoje - confirmou sorridente.

"E rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam. E que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra..." (1 Ts 5.12,13).

O MAU HÁBITO DE DESOBEDECER AOS AVISOS


Viajando pelas estradas, encontramos, às vezes, sinais de mãos perversas que mudam a indicação das setas, fazendo-as indicar caminho errado. Isso faz com que o viajante fique em dúvida quanto à obediência cega e indiscriminada dos sinais indicativos, o que não raramente traz graves consequências.
Por ocasião das grandes chuvas da década 60/70, algumas pontes foram arrastadas pelo temporal. Uma rodovia de muito movimento, numa noite tormentosa, oferecia grande perigo. Uma ponte caíra e os veículos que vinham, iam caindo um a um e sendo levados pela correnteza do rio.
Um cidadão que morava nas imediações, ouvindo a notícia e percebendo o desastre da ponte caída, postou-se à beira da estrada e agitava nervosamente um pano com a intenção de parar os carros. Mas eles não obedeciam ao sinal: Iam caindo, um a um, no caudaloso rio.

"E o Senhor Deus... lhes enviou a sua Palavra pelos seus mensageiros... porém zombaram dos mensageiros e desprezaram as suas palavras... até que o furor do Senhor subiu tanto contra o seu povo, que mais nenhum remédio houve" (2 Cr 36.15,16).

OU DÊ BOM TESTEMUNHO OU MUDE O SEU NOME


Alexandre, o grande conquistador, tomou conhecimento de que havia em um regimento, um soldado de mau caráter. Relaxado, preguiçoso! era o tipo do indesejável.
Motivo de grave falta disciplinar fê-lo vir à presença do grande general. Quando soube que o soldado também se chamava Alexandre, foi lacônico: 
- "Ou mude a sua conduta, ou mude o seu nome!"

"Mais digno de ser escolhido é o bom nome do que as muitas riquezas; e a graça é melhor do que a riqueza e o ouro"
(Pv 22.1).